As situações são diversas, os momentos são tão diferentes.
Acordamos e dormimos dia após dia com a certeza que tomamos decisões,
que nos comprometemos com os nossos atos,
e que ainda precisamos estar prontos para os próximos.

Dá para imaginar?
Ou será que dá para contar quantas e quantas vezes, neste amontoado de situações, se a sua palavra foi a última, ou a minha que soou mais alto?
Vamos, pare para pensar um pouco mais nestes momentos que já passaram,
ou pelo menos em algum deles que te marcou!
Talvez você perceba que a última palavra não foi a sua,
ou ainda vai perceber que a minha voz não foi a que esteve mais alta.

Já deu para imaginar um pouco, não é?
Calma, não precisamos nos desesperar, pois com certeza fomos capazes de repetir isso inúmeras vezes.
Ou seja, se preocupe com as conseqüências de todos estes momentos,
e em instantes perceberá que os problemas talvez nem existissem,
até aquele momento,
até o momento que sua decisão,
sua voz, seu olhar mudou o rumo,
a direção e o verdadeiro sentido daqueles instantes.

Difícil não é?!
Levando o pensamento um pouco mais além,
não que seja difícil de suportar tudo que podemos relembrar
em retrospectivas das nossas decisões,
mas sim, que seja inviável recuperar as coisas, pessoas, momentos, sentimentos
ou a própria vontade de seguir um caminho,
quando naquele momento a palavra, o gesto, ou o próprio silêncio mudou o percurso de tudo.

Poderíamos ter feito diferente?

Quem errou?

Alguém naquele momento poderia ter gritado, ter silenciado, ou poderia apenas ter te lembrado
que às vezes somos mais capazes de amar do que destruir.
Alguém naquele momento poderia ter surpreendido com um perdão desconfortante, mas sábio.
Naquele momento poderia apenas ter fechado os olhos e pedido uma pausa para respirar.
Naquele momento talvez pudéssemos, você pudesse, ou ele, ou qualquer outra pessoa podésse ter tido esta ou aquela reação. E assim,
do nada…
Ter errado…

Às vezes é preciso se magoar, chorar,
ou às vezes é preciso ouvir um pouco mais,
sorri um pouco mais,
falar um pouco mais.
É preciso não sentir nada e ter a certeza que se perdeu ou se ganhou muito.

Às vezes é preciso um pouco mais de paciência,
um pouco mais de cumplicidade,
talvez, um pouco mais de compreensão resolveria tudo.

Ou seja, quem errou?
Todos nós erramos!
Erramos sempre que achamos que estamos sós,
e que o nosso mundo não precisa de nossa simplicidade e dedicação a nossa própria vida e a vida de quem está ao nosso redor.
Enfim, erramos todos, quando achamos que nada é para sempre,
que o para sempre não existe,
ou que o para sempre não pode ser diferente.
Erramos quando achamos que nunca perderemos,
e sempre estaremos preparados para tudo.
Erramos por sermos seres movidos a instintos,
desejos, sonhos e uma coleção de fotos sem álbum.
Erramos por sermos capazes de tanto…

Enfim, o problema maior agora não é quem errou,
porque já passou…
O problema agora é conviver com essas conseqüências e ser sábio o suficiente
para se tornar, ainda assim, vitorioso.

E olha, tenha certeza, que o quanto somos capazes de errar
Somos capazes de vencer com nossas lições.
E temos mais forças, do que imaginamos ter.

by Jeff Wendell

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