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Eu posso falar um pouco sobre meu medo?

Posso te explicar, ou tentar dizer, que não consigo respirar e muitas vezes me mato aos poucos por dentro sem saber como lidar com esta estranheza de um medo insensato.

O medo de enfrentar...

O medo de enfrentar...

Mas preciso falar em poucas palavras, ou gritar através do silêncio, ou ainda reescrever esta parte da minha história. Isso, porque este medo que sinto não faz mais parte de mim, e vem neste momento me sufocando de tal forma que me cala e faz com que eu duvide de mim mesmo.

Será possível, ou necessário, que seja arrancado aos poucos o meu sorriso, o seu sorriso, nossa alegria e transformá-los em lembranças apenas, para que um dia, ou num momento tarde demais possamos aprender que estamos perdendo as coisas mais preciosas por conta das migalhas da arrogância do ser humano, e pelos medos que nos invadem por todos os lados, criados pela intolerância e ignorância dos homens.

Será necessário que eu me perca, para que este medo se ache e reine dentro de mim?

Acredito que estas não são dúvidas em nossas mentes, pois sabemos quais são as melhores respostas, e sabemos ainda um pouco mais; que depende de cada um de nós resolvermos e equilibrarmos dentro de nós as balanças, os pesos e as importâncias, para lutarmos por uma evolução dos medos em crescimento e decisões. Mas sei, que ainda é forte e presente a dificuldade de vencermos e ultrapassarmos esses medos, por isso as perguntas, as dúvidas e a falta do “acreditar”. Pois sempre queremos descobrir onde podemos chegar, esquecendo, muitas vezes, que já estamos no limiar de onde conseguimos alcançar. E nos frustramos quando percebemos que não alcançamos por interrupção dos nossos medos.

Medo - Pensando Alto.

Medo - Pensando Alto.

Medo de dizer não, ou sim, de chorar, de pedir ajuda, ou ajudar, de gritar, ou ficar calado, dos riscos, de perder, ou ganhar, de sonhar, medo das novas ideias, das mudanças, medo do desconhecido, e muitas vezes medo de nós mesmos ou daqueles que nos cercam.

Mas acredite,

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Imenso…

Leve, límpido e puro…

Mar de Lembranças

Mar de Lembranças

São as primeiras horas desta manhã de sexta-feira, e em poucos instantes olhando e observando esta imensidão diante dos meus olhos, percebi um lindo flash de fotos e vídeos passando initerruptos.

Em tons de serpia, outros multi-coloridos, alguns ainda em preto e branco. Mas todos refletindo no azul do mar em seus instantes de torrentes e em suas calmarias, o que eu já passei em meus dias, nos meus momentos, entre os que amo e os que me odeiam, no meio das minhas lutas intensas, das minhas derrotas e vitórias, entre os instantes mais preciosos, que são os segundos de nossas vidas.

E por isso me questionei por tudo, pelas dores, pelas tristezas, pelas riquezas, pela falta de sensibilidade, pelo racionalismo exagerado, pela incoerência entre as decisões dos homens, pelos sonhos distantes, por que da existência dos que atrapalham e te sugam, pelas aparências, maquiagens e pela nudez da sinceridade. Todas essas perguntas pelo simples fato, de que em todo o flash proporcionado pela trasparência deste azul eterno, me vi arrodeado por estas situações.

Então,

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